Pregar o Evangelho do Reino é anunciar as boas notícias de Cristo e do seu Governo sobre a vida do homem. É apresentar a Jesus como Rei e Senhor do homem.

Alguns pensam que as expressões “Reino de Deus” ou “Reino dos Céus” se referem apenas ao Céu. Ou que o Reino de Deus é no futuro. Não é verdade. Jesus disse:

“Interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, Jesus lhes respondeu: Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! Porque o reino de Deus está dentro de vós.” (Lc 17.20-21)

De outra forma, podemos dizer que um reino é um território onde um rei governa. É o lugar onde a autoridade de um rei é reconhecida. O Reino de Deus é onde Deus reina. O Reino de Deus está na vida de um discípulo.

A Bíblia diz que existem dois reinos. O Reino de Deus e o Reino das Trevas (Cl 1.13). No Reino das Trevas estão todos aqueles que não reconhecem a autoridade de Jesus sobre suas vidas. No Reino de Deus estão todos aqueles que reconhecem a autoridade de Cristo e se submetem ao seu governo.

Portanto, vemos que na pregação do evangelho é essencial colocarmos as bases do governo de Deus sobre a vida do homem. Pregar o Evangelho do Reino é falar de Cristo, sua vida e obra, e falar da necessária sujeição a ele e das condições para ser um discípulo. Se pregarmos salvação, sem as condições para seguir a Cristo, não formaremos verdadeiros discípulos.

Se pregarmos salvação, sem as condições para seguir a Cristo, não formaremos verdadeiros discípulos.


O Senhorio de Cristo

“Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo.” (At 2.36)

Ao falarmos das bases para o governo de Deus, necessitamos esclarecer bem as implicações desse governo. Para isto é necessário entender o que significa ter Jesus como nosso Senhor.

O que significa a palavra Senhor? A palavra Senhor, no tempo de Jesus e dos apóstolos, era Kyrios. Não era apenas uma forma respeitosa de se referir a alguém. Era algo muito mais forte. Kyrios significava ser dono de alguém, senhor absoluto da pessoa. Ter o direito de vida e de morte sobre ela. Era o senhor dos escravos. Se uma pessoa chamava alguém de Kyrios, estava dizendo que ele tinha autoridade e poder total sobre ela. O César romano era o kyrios. No império romano existiam vários reis debaixo do César, mas um só kyrios. Quando os apóstolos apresentavam Jesus não só como Rei, mas como o Kyrios, estavam colocando-o como autoridade máxima sobre todos.


A palavra – Kyrios – é utilizada mais de 600 vezes no Novo Testamento, referindo-se a Jesus. Isto mostra como havia um destaque para o governo de Deus e para o Senhorio de Cristo.

Proclamar o Reino de Deus é anunciar que existe um centro do Universo. E, nesse centro, está o trono de Deus.

Proclamar o Senhorio de Cristo e o Reino de Deus é anunciar que existeum centro do Universo. E, nesse centro, está o trono de Deus. Ele reina. Sempre reinou. Seu reino é o de todos os séculos. Ele reina sobre tudo o que existe. Sustenta todas as coisas pela palavra do seu poder. Ele é a autoridade suprema do Universo. Reina sobre os anjos, sobre os principados e potestades. Reina sobre as nações, sobre os reis, sobre todos os homens e sobre a natureza. Ele é o Senhor. Aleluia.


O que é confessar Jesus como Senhor?

“Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.” (Rm 10.9)

“Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa.” (At 16.31).

Quando os apóstolos diziam “Crê no Senhor (Kyrios) Jesus e serás salvo”, ou “Confesse Jesus como Senhor (Kyrios)”, também estavam dizendo que a pessoa teria que reconhecer a Jesus como Senhor absoluto da sua própria vida – Kyrios, para ser salva. Jesus se tornaria seu dono e tomaria as decisões na vida daquela pessoa. Que evangelho forte este do reino! Que poderosa e total salvação ele trazia. Que discípulos verdadeiros ele produzia!

Somente uma pregação do evangelho que apresente a Jesus como Senhor e dono, pode trazer verdadeira salvação.

Quando alguém dava crédito à palavra do Reino, isto significava uma entrega total a Jesus e ao seu serviço, uma perda de toda sua vida; uma renúncia de tudo por amor a Ele; uma mudança radical do rumo da vida.

O problema central do homem é a independência de Deus. Somente uma pregação do evangelho que apresente a Jesus como Senhor e dono, pode acabar com a independência.


A pregação atual de ofertas

Infelizmente hoje é comum uma pregação do evangelho diferente daquela de Jesus e dos apóstolos. Uma pregação de um evangelho centralizada no homem e não em Deus. Uma pregação que leva as pessoas atrás das bênçãos de Deus e não atrás do próprio Deus. O contraste entre esse evangelho atual e o Evangelho do Reino estudaremos no próximo ponto.